Frequentemente chegam à
nossa clínica , pais angustiados porque
seus filhos adolescentes estão apresentando dificuldades escolares.
Analisando um pouco mais a
fundo, eles nos dizem que os filhos permanecem longo tempo dormindo, ou passam
horas a fio ouvindo música, ou navegando na Internet, evitam o contato com familiares. “Ele é preguiçoso, não
ajudam em nada dentro de casa”, dizem os pais.
Outra queixa é que os jovens
colocam – se em situações de risco e
isto os assusta muito.
Nesta fase, os jovens ainda
não tem controle sobre as emoções, então
ora ri muito, outras vezes chora, irrita-se com facilidade, ou tem expressão de
raiva intensa.
A incidência da depressão é alta
na adolescência, contudo ela pode ser confundida com esta variação de humor,
que o jovem apresenta.
Convivemos com estes fatos
no dia a dia, jovens que participam de esportes radicais, dirigem em alta
velocidade, tomam porres, experimentam
drogas, ou transam sem preservativos, etc.
Mudanças de humor, podem ser
consequências da ação hormonal e mudanças gerais pelas quais o organismo esta
passando, e também por ações emocionais como por exemplo, medo de enfrentar a
vida adulta, como viver independente dos pais, que profissão seguir, como
ganhar dinheiro para sobreviver ,etc.
Toda situação acima quando
agravada, é preciso que os pais procurem ajuda profissional, primeiro a
consulta ao médico para uma avaliação física, e posteriormente uma consulta com
um psicólogo. Por traz destes sintomas pode estar escondida uma depressão.
O que muitas vezes parece
ser um acidente ou uma inconsequência, pode na verdade ser uma tentativa de
suicídio.
A
maioria dos pais não leva a serio ou não consegue perceber o sofrimento pelo
qual o filho está passando.
O
sintoma que normalmente chama a atenção dos pais é o insucesso escolar .
Os
jovens não sabem o que está acontecendo com eles há momentos em que sentem se adultos e acham que sabem tudo e não
precisam de ninguém e há outros momentos em que sentem –se inseguros, e agem
como crianças pequenas.
A
depressão destrói a energia e a auto - estima, e interfere na capacidade da pessoa em pedir ajuda.
Há
fatores biológicos e emocionais que podem predispor um jovem a desenvolver um
transtorno depressivo, contudo isso varia de pessoa para pessoa.
Os
conflitos emocionais vivenciados pelos jovens podem advir de insatisfações com
o próprio corpo, ou com seu modo de ser, ou término de um namoro, insucesso
escolar, ou ainda por desestruturação familiar.
Dentro deste último fator, seja um pai
alcoólatra, brigas frequentes entre os membros da família, agressões físicas ou
verbais entre os pais, enfim, estar exposto a situações de estresse constate
dentro de casa, etc.
O
que para nós adultos é um motivo banal, para
os jovens pode ter uma conotação muito forte.
A
depressão também é um caminho aberto para a procura de drogas e do álcool;
estando sob o efeito das drogas tem-se a falsa impressão de que a tristeza
passou, parece que a vida fica mais leve.
Os
sintomas mais visíveis da depressão são: perda de interesse pela vida, uso de
drogas, sentimento de vazio interior, solidão, isolamento, dificuldades para
dormir ou dormir demais, dificuldades para reagir às pressões do dia a dia,
obesidade, anorexia, bulimia, dificuldades escolares, etc.
Os
pais diante disso nos perguntam: - o quê fazer ?
Nossa
orientação é de que facilitem o diálogo com seu filho, esse canal de comunicação
não pode se fechar.
Perguntar-se
como anda a relação com seu filho, ser honesto nas respostas e estar atento às
mudanças e crises de humor dos jovens é imprescindível.
É
preciso que o jovem sinta que os pais são suficientemente maduros emocionalmente para oferecer-lhe proteção e
segurança neste momento tão difícil da vida.
Em
alguns casos é importante consultar um psicólogo para uma avaliação do
adolescente e também rever como andam as relações familiares.
Querida Jadete,
ResponderExcluirque trabalho importante você tem feito! Parabéns.
Já no Click Filhos já acompanhava as matérias e recomendava e agora recomendarei também porque é fundamental que os pais procurem entender e aprender a lidar com questões emocionais de seus filhos.
Muito bom texto e achei importante quando você menciona que a depressão interfere na capacidade de pedir ajuda... Nossa, este é o grande alerta aos pais, pois terão que captar os pedidos silenciados de ajuda...
Grande beijo!
Eliane N Viana
Querida Eliane, obrigada pelo comentário, assim você me estimula a escrever mais .Um grande abraço
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