sexta-feira, 15 de novembro de 2013

O Homem Lúcido

O homem lúcido sabe que a vida é uma carga tamanha de acontecimentos e emoções , que ele nunca se entusiasma com ela assim como ele nunca tem memorias. O homem lúcido sabe que o viver e o morrer são o mesmo em matéria de valor, posto que a vida contém tanto sofrimento que a sua cessação não pode ser considerada um mal. O homem lúcido sabe que ele é o equilibrista na corda bamba da existência. Ele sabe que por opção ou por acidente é possível cair no abismo a qualquer momento, interrompendo a sessão do circo. Pode também o homem lúcido, optar pela vida. Aí então, ele esgotará todas as possibilidades, e passeará pelo campo aberto, pelas suas vielas floridas e saberá ver a beleza em tudo. Ele terá amantes, amigos, ideais, urdirá planos e os realizará. Resistirá aos infortúnios e até mesmo às doenças e se atingido por um destes emissários saberá suportá-los com coragem e mansidão. E morrerá o homem lúcido de causas naturais em idade avançada cercada pelos seus filhos e netos que seguirão suas magníficas aventuras. Pairará então sobre a memória do homem lúcido, uma aura de bondade. Dir- se- á : aquele amou muito, aquele fez muito bem às pessoas... A justa Lei Máxima da Natureza, obriga que a quantidade de acontecimentos maus, na vida de um homem, se iguale sempre aos acontecimentos favoráveis. O homem lúcido porém esse que optou pela vida, com o consentimento dos Deuses, tenha o poder magno de alterar esta lei. Na sua vida os acontecimentos favoráveis serão sempre em maior quantidade, porque esta é uma cortesia que a natureza faz com o homem lúcido. Parte de um Tratado sobre a Lucidez, que teria sido escrito no sec. VI a C. na Caldéia- Mesopotamia Este texto foi encontrado nas escavações e estava escrito em pedra O

Nenhum comentário:

Postar um comentário