Com aproximadamente 40 anos de trabalho na área de psicologia, auxiliando pais, professores, casais e famílias, decidi criar este espaço como forma de contribuição com orientações nesta área.
domingo, 10 de novembro de 2013
Quando encaminhar seu filho ao Psicólogo
Este artigo destina-se a auxiliar pais e professores no sentido de ter um olhar especial ou mais atento a comportamentos das crianças, que poderão estar camuflando alguns entre os mais variados sintomas de ordem emocional apresentados em casa ou na escola.
Trabalhando durante alguns anos em Clínica de Psicologia, temos nos deparado com as dificuldades dos pais e professores para encaminhar uma criança adolescente ao Psicólogo, e nós como profissionais da área sabemos que é difícil mesmo.
Por um lado, o professor percebe que algo não vai bem com o seu aluno que embora as explicações da matéria tenham sido dadas igualmente a todos, nem todos aprendem com a mesma rapidez, ou não chegaram mesmo a aprender.
É comum ouvirmos queixas de que o aluno é extremamente dispersivo, isto é, aquela criança que está sempre no “mundo da lua” e qualquer acontecimento por insignificante que seja em sala de aula, já o desconcentra.
Outra queixa comum, é da hiperatividade, isto é, quando o aluno não consegue ficar parado um segundo, é aquela criança que está sempre em evidência, que perturba o andamento da aula, ao contrário, outras crianças dormem em sala de aula, ou são extremante apáticas - não falam com ninguém, não brincam, ficam isoladas, não perguntam nada ao professor-.
A maior parte das vezes, o professor fica perplexo não sabendo a razão destes acontecimentos, contudo é imprescindível, que o professor esteja atento a estas questões, pois estes são sinais de que algo não vai bem com elas.
Estamos falando das dificuldades de criança ou do adolescente na escola porque é lá que elas se tornam mais evidentes; é na escola que estarão sendo vistos por alguém de fora da família; longe dos pais e dos irmãos, ela só poderá contar consigo mesma, com seus próprios recursos sem a proteção do lar. Muitas vezes pais e professores percebem certas dificuldades, mas, é complicado saber o que fazer ou para onde encaminhar, que tipo de ajuda necessita, a qual profissional recorrer.
Sabemos o quanto é penoso para os pais admitirem que o filho tenha algum problema, entretanto, a maior parte das vezes já os perceberam e quase sempre acabam negando.
Se não forem superadas, freqüentemente as dificuldades apresentadas na infância se juntarão a outras, próprias da adolescência e possivelmente num futuro ficará muito mais complicado.
De um modo geral, as pessoas têm uma facilidade maior para saber quando procurar um médico, um advogado, ou um engenheiro, no entanto, é difícil saber quando procurar um psicólogo.Muitas vezes por desconhecimento, ligam esta profissão apenas à “loucura”, e desconhecem a psicologia preventiva.
Para ilustrar fizemos um levantamento das questões pelas quais freqüentemente as pessoas procuram este serviço:
Lentidão no aprendizado, Problemas de atenção,Problemas de concentração
Trocas de letras (oral e escrita)
Descontrole de esfíncteres – anal e visical
Problemas de comportamento,Fobias – medos-Dificuldades de socialização, Agressividade elevada – Passividade elevada
Distúrbios do sono – (Dormem muito, ou demoram para dormir, ou tem insônia)
Distúrbios alimentares - (Comem em demasia ou não sentem fome)
Ansiedade , Hiperatividade,Problemas ligados à sexualidade,uso de álcool e drogas.
Problemas relacionados a famílias disfuncionais( uso de álcool ou drogas dos pais, agressões entre o casal, problemas financeiros na família, morte de um ente querido,traição de um dos pais,falta de limites dos pais para com o filho,separação do casal, uso da Internet por tempo muito prolongado etc)
A identificação destes sinais é muito importante porque eles poderão estar anunciando que algo não vai bem internamente, contudo, se não forem cuidados a tempo, estes transtornos de alguma forma acabarão estigmatizando a pessoa, podendo ocorrer então uma desadaptação sob o ponto de vista social. Estes distúrbios de alguma forma dificultam globalmente a vida da criança ou do adolescente.Quando a criança, pelas dificuldades encontradas, acaba tendo reprovações na escola, sua auto estima fica prejudicada e com o tempo poderá tornar-se uma pessoa insegura. Aconselhamos sempre em primeiro lugar, consultar um médico – pediatra- para saber se há algum problema orgânico como por exemplo verminoses, problemas auditivos , visuais, etc, que necessite ser tratado, o segundo passo é consultar um psicólogo.
O trabalho do psicólogo, é de avaliar através de um processo psicodiagnóstico , se as queixas trazidas pelos pais ou responsáveis, têm um significado relevante que necessite de tratamento.
O estudo diagnóstico é realizado através de entrevistas com pais ou responsáveis com a finalidade de nos inteirarmos da história da vida da criança; este estudo, implica ainda: - observação numa situação lúdica, aplicação de testes de personalidade, de nível mental e ou exame psicomotor, entre outros.
Terminado o processo psicodiagnóstico o psicólogo passa então a informar aos pais como o filho se encontra e orientá-los caso necessite de tratamento psicoterápico ou de encaminhamento para outra especialidade.
O tratamento psicoterápico pode compreender: Psicoterapia individual ou em grupo; O atendimento de crianças e adolescentes se completam com orientação familiar.
Psicoterapia individual – trata a área emocional – (adultos e adolescentes).
Ludoterapia – trata a área emocional, utilizada para o tratamento de crianças.
Orientação familiar – como o próprio indica tem a função de orientar, através de levantamento de questões, auxiliando na dinâmica de casais e famílias.
Terapia Familiar Sistêmica- Tratamento das relações familiares- ( todos os elementos da família na mesma sessão) , pois muitas vezes a criança pode apresentar comportamentos inadequados ,ou que chamam a atenção, não por problemas dela mesma , mas sim por angustias vividas nas famílias disfuncionais.
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