terça-feira, 10 de dezembro de 2013

SEU FILHO ADOLESCENTE

Entender e aceitá-los como pessoas diferenciadas, por vezes completamente diferentes de nós em suas escolhas afetivas, profissionais, pessoais, ideológicas, este é o verdadeiro desafio dos pais: perceber seus filhos como seres humanos  únicos, que independem de você para muitas coisas que antes necessitavam e  que, a cada dia, precisarão menos. Encarar essa realidade e descobrir nessa caminhada uma nova fonte de realização é, para muitos pais, extremamente doloroso “. ( O adolescente por ele mesmo – Tânia Zaguri )
A grande maioria dos pais de adolescentes, fica perplexa sem saber como lidar  com essa nova fase de vida dos filhos. O adolescente coloca em   dúvida os preconceitos e valores até então estabelecidos como corretos pela família. Quanto mais rígida a educação, maior também será a atitude  de  oposição e maiores serão os questionamentos; contudo, questionamentos  fazem parte do amadurecimento.
Essa é a fase de conflito para o adolescente porque ao mesmo tempo que têm atitudes de oposição aos pais, ele também necessita de alguém  que lhe mostre o caminho.
 Há momentos em que reivindicam e questionam como adultos, outras vezes comportam- se como verdadeiros bebês!
É também extremamente  difícil e porquê não dizer angustiante  para os pais lidarem  com essa mudança de comportamento dos filhos.
A grande questão, está em  permitir que o filho questione, que ele possa fazer suas escolhas, porém sem deixa-lo totalmente sem limites, como um barco à deriva.
A base da relação, é tentar entremear essas duas formas de agir,  aliado ao afeto, limite e respeito  mútuos.
Grande parte das vezes os pais projetam  seus próprios sonhos nos filhos; sonhos não realizados na sua adolescência, e quando isso não acontece, vivenciam frustrações e angústias.
É necessário considerar que o filho é uma outra pessoa que tem outros sonhos e aspirações diferentes daquelas  de seus pais. Saber ouvir, trocar ideias, estar aberto ao diálogo, informar, não ser omisso nas suas questões sejam  elas quais forem, aceita-los na sua forma de ser é uma boa saída.
Ao invés da velha frase “ mas no meu tempo, as coisas eram diferentes”, mais sadio será mostrar uma diretriz ao filho, através do exemplo e da atitude  como pessoa.
Outra forma interessante é pesquisar  e conversar com os filhos sobre seus antepassados, sobre as histórias da família de origem  tanto paterna como materna; falar como as pessoas eram , seus sucessos e insucessos como pessoas e como profissionais que foram.
Também não devemos nos esquecer  que os filhos estão sempre atentos e vigilantes , observando as atitudes e comportamentos dos pais, é correto então dizer que vale mais um bom exemplo do que muitas palavras.
As figuras paternas irão ao longo da vida dos filhos servir de modelo, e se o vínculo afetivo entre eles for bom, via de regra irão guiar-se por aí. Contudo, na falta dos pais, poderão guiar-se  por algum ente querido, ou um professor ou mesmo um amigo.
Se o jovem   não puder encontrar estes modelos dentro de casa, irão com certeza  procura-los na rua seguindo modelos de líderes que admiram.
Na busca desenfreada pelo sustento, fica cada vez mais difícil ter um tempo para o filho, pois os pais saem de casa pela manhã e só retornam à noite, e a maior parte das vezes sentindo-se extremamente culpados pela ausência.
Conscientes ou não, esta culpa, pode tornar os pais altamente permissivos, com muita dificuldade em dizer “não”, tão importante  em determinados momentos.
Uma pesquisa realizada, para se saber sobre o uso de drogas na adolescência, comprovou que jovens que têm uma boa estrutura de personalidade, e uma família bem constituída, pais que dão limites aos filhos, que compartilham efetivamente da vida dos filhos, que fazem coisas alegres juntos, pais que participam  de esportes com os filhos, que estão realmente presentes nos momentos alegres e tristes, dificilmente entraram para o caminho das drogas.
É extremamente difícil ser pai ou mãe, e ninguém tem uma receita  para tal missão, mas uma coisa é certa, é preciso estar em sintonia com o filho, entender sua linguagem, não fechar o canal de comunicação que existe entre ambos  e passar a segurança de que o filho pode confiar neles – pais-

A relação entre pais e filhos, oportuniza uma valiosa troca de experiência onde todos estão sempre aprendendo: “ os filhos aprendem com os pais o caminho da vida, todavia os pais estão continuamente aprendendo com os filhos a serem pais”.   

2 comentários:

  1. Este texto é dedicado aos pais que têm filhos adolescentes

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  2. A adolescência é uma fase muito complicada por isso monitoro tudo o que meu filho faz através do uso de um programa espião! recomendo https://www.syncsoft.com.br/ ele é muito bom.

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